Crítica | Borg vs McEnroe

Borg vs McEnroe é a história de uma rivalidade que marcou o final da década dos anos 70 e o começo dos anos 80 no mundo do tênis.

Dirigido pelo dinamarquês Janus Metz do premiado documentário Armadillo, a trama conta a vida do frio e calculista tenista Björn Borg (Sverrir Gudnason) e o rebelde desbocado Jonh McEnroe (Shia LaBeouf), que competiram pelo primeiro lugar na lendária partida do torneio de Wimbledon em 1980, considerada a partida do século do tênis.

O filme explora as perturbações de ambos os rivais, se nas quadras e para a mídia ambos eram opostos, na realidade eles tinham muito mais em comum do que podiam imaginar. Filmado com câmeras portáteis e steady-cams, as cenas expressam realismo e a reconstituição da época no olhar de Metz é de impressionar. A narrativa em delay mostra como cada um dos personagens evolui em relação ao outro durante o longa.

No entanto, são as interpretações que trazem o filme. Os dois rivais são incrivelmente bem moldados por Shia LaBeouf, apesar de ser  um pouco velho para o papel, ainda é capaz de transmitir o isolamento e a instabilidade de McEnroe, juntamente com a petulância de um adolescente. A interpretação de Sverrir  Gudnason é de surpreender, conseguindo combinar um frenesi interno com uma atitude extremamente impassível.

Borg vs McEnroe com certeza não é apenas sobre uma partida histórica no mundo do tênis, e sim sobre um conto introspectivo no olhar de Janus Metz sobre esses dois lendários tenistas.  Com um desfecho incrível como se fosse aquele ano de 1980 onde todos pararam na frente da TV para assistir aquela derradeira partida, recriando uma ansiedade real em relação a esse esporte.   Não existem mocinhos ou vilões no filme. Se você entende ou não de tênis isso não importa, o longa é acessível para qualquer público. O longa chega as telonas hoje, 9 de novembro.

Post Author: Michele Alves

Jornalista, cinéfila, amante da literatura. Além do CadernoNerd, também faz parte da equipe de redação da Revista Preview.

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