Crítica – Capitão América: Guerra Civil

A receita é a mesma, mas com alguns toques adquiridos com a  prática, o que dá um verdadeiro UP.  Capitão América:Guerra Civil é um filme que mostra o quanto que a Marvel amadureceu. Confira!

O filme inicia tendo como  partida o ano de 1991,  mostrando parte dos procedimentos  que Bucky sofreu quando estava em poder dos laboratórias da Hydra e uma misteriosa missão do soldado invernal naquele mesmo ano. Logo em seguida e em tempos atuais, uma ação dos Vingadores liderada por Capitão América acaba causando um incidente e provoca  destruições não programadas. De heróis a ameaça, um acordo com aprovação de diversas nações determina que o grupo de vingadores comecem a agir a partir do controle de um conselho. 
Steve Rogers não concorda com a situação, enquanto que Tony
Stark tenta convencer  todos de que a única forma de manter a iniciativa vingadores  é aceitando os termos.  No meio disso tudo, um atentado acontece e Bucky é responsabilizado. Cenário pronto, a guerra está montada! 

O filme é um dos mais bem produzidos em diferentes aspectos, sendo inevitável fazer comparações entre o longa e  a produção de embate entre os heróis de Gotham e Metrópolis.  Capitão América: Guerra Civil é mais atrativo que Batman Vs Superman pela forma de filmagem, roteiro, direção e até pela construção dos diálogos. As cenas de luta na produção Marvel dirigida pelos irmãos Anthony e Joe Russo são mais nítidas e bem desenvolvidas. Ao contrário do duelo entre heróis DC, em Capitão América: Guerra Civil é possível acompanhar as cenas de combate, vendo o movimento de cada personagem sem a sensação de que tudo está tremendo.   Não é só efeito, é a luta real que se espera ver e tanto imaginamos ao ler os quadrinhos. Visivelmente, o filme é um dos mais amadurecidos da Marvel.   Outro fator claro é o motivo de todos os acontecimentos.  Guerra Civil trás um contexto limpo e bem direto, com bons toques de humor.  

O próprio Capitão América se mostra mais experiente.  Nas produções anteriores, apesar da boa atuação,  Steve Rogers ainda era coadjuvente de sua própria história. Mais decidido e mostrando um pouco mais do Capitão tão presente nos quadrinhos, Guerra Civil conquista por mostrar esse outro lado, além de mostrar mais de um possível lado romântico do "Cap" e revigorar na produção sua amizade com Bucky. 

Outro ponto forte do longa é sem dúvidas a entrada do Homem Aranha. Desde o  anúncio da presença de Peter Parker no filme, muita expectativa sobre foi gerada. Tom Holland, novo interprete do Peter Parker possui um tempo razoável em cena, mas conquista bem seu espaço. Apesar de ser a primeira vez que se retrata nas telonas um Parker totalmente adolescente, o vigilante mascarado do Queens consegue arrancar gargalhadas.  O que vem em cena é a imagem de Peter ainda com 16 anos, um pouco atrapalhado e que ainda não domina bem as habilidades recentemente adquiridas.   

O filme também vale ser conferido por trazer para a franquia a presença não só do Homem Aranha, como também Homem Formiga e Pantera Negra, ainda não citado nas mega produções e que tem papel fundamental em toda a trama. A produção Marvel com distribuição Disney chega aos cinemas em 28 de abril.

Post Author: Vanessa Luckaschek

Formada em Jornalismo pela Universidade Anhembi Morumbi, faz aniversário em Setembro e sempre está lendo alguma coisa. É fã de cinema, games, tecnologia e esportes. Gosta de escrever e sempre está em busca de pautas legais para uma próxima matéria. É editora no Caderno Nerd e responsável pela criação do site.

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