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Crítica| Carros 3 – Animação tem belíssima mensagem, mas deixa de lado a diversão

A nova aventura de Relâmpago McQueen chega essa semana aos cinemas mantendo as excelentes ilustrações, cores vibrantes, mas peca pelo ritmo da animação.

Pela primeira vez em sua carreira, Relâmpago Mcqueen começa a vivenciar o mesmo que aconteceu com a carreira de seu treinador – a chegada da aposentadoria contra a vontade.  Decidido a enfrentar tudo e todos e provar que pode continuar a competir contra a nova geração de carros, Mcqueen conhece a entusiasmada treinadora Cruz Ramirez, que na versão nacional é dublada por Giovana Ewbank.  Aos poucos, Mcqueen começa a perceber que a carreira não termina com a saída das pistas e recordando conversas com seu treinador, descobre uma nova vocação.

Emoção ao excesso – Em comparação ao antecessor, “Carros 3” é infinitamente superior, entretanto, não transmite a mesma empolgação que a primeira animação.  Com uma exagerada dose de sentimentalismo e saudosismo, a animação usa com frequência as lembranças de Mcqueen com seu treinador,  Doc Hudson.  De início o fato de citar o velho personagem é interessante por simbolar uma homenagem ao ator Paul Newman, falecido em 2008. Depois de longas cenas de recordação, o excesso de lembranças prejudica a evolução do filme, tornando-o repetitivo.

Imagem de divulgação | Disney

Imagem de divulgação | Disney

Evolução – Ao mesmo tempo que a produção usa as lembranças com Doc Hudson,  novos e velhos personagens surgem no terceiro filme da franquia . O melhor exemplo é a própria Cruz Ramirez,  treinadora de corredores que tem sua história resumida em cenas extremamente curtas e repletas de drama.  Longo e com poucas cenas realmente divertidas,  faltou desenvolver mais os personagens e dar tempo de respiro entre cenas.

Algo que também percebi é que, não sei o que acontece, mas quando o primeiro título agrada muito, os sucessores sempre ficam a desejar.  Mas o filme é tão ruim assim?  Não. Com todos os problemas de fluidez, cenas muito longas e personagens pouco desenvolvidos, “Carros 3” é o primeiro que nitidamente foi pensado para fazer com que seja mais do que uma animação para crianças.  A ideia de mostrar na história um momento de indecisão, a possibilidade de a aposentadoria chegar antes do esperado e a necessidade de tomar uma atitude para criar oportunidade para um amigo é um gancho maravilhoso para crianças, mas que deixa qualquer adulto também com lágrimas nos olhos – só não souberam alinhar a belíssima mensagem com diversão.  “Carros 3” estreia dia 13 de julho nos cinemas brasileiros.

Formada em Jornalismo pela Universidade Anhembi Morumbi, faz aniversário em Setembro e sempre está lendo alguma coisa. É fã de cinema, games, tecnologia e esportes. Gosta de escrever e sempre está em busca de pautas legais para uma próxima matéria. É editora no Caderno Nerd e responsável pela criação do site.