CRÍTICA | Christopher Robin: Uma jornada Inesquecível

Christopher Robin (Ewan McGregor), e seu ursinho Pooh (Jim Cummings) é a criança por trás de todas as fantasias do Bosque dos Cem Acres. Um lugar cheio de vida e aventuras onde o lema é que as “melhores coisas acontecem quando não fazemos nada”. Essa é a primeira parte de Christopher Robin: Uma Jornada Inesquecível, do adeus aos amigos e a infância para o internato e a vida adulta.

O longa se passa em uma Londres no pós-Segunda Guerra Mundial, agora Christopher trabalha em uma empresa de malas de alta qualidade em Londres depois de lutar na Guerra. Em crise a empresa precisa reduzir custos e o rapaz é quem tem que lidar com toda a pressão de fazer a corporação render mais. Com isso Christopher cresce ao contrário da personalidade que tinha quando criança, se tornando um homem sempre ocupado e triste sem tempo para a família. É quando Pooh retorna com seus amigos para lembrar que a infância, as brincadeiras e a ingenuidade não podem ser esquecidas.

Neste novo filme de Marc Forster (007 Quantum of Solace), apesar de ser uma produção Disney, o cenário é sombrio com um tom de melancolia em seus personagens. Apesar da aparência de Poo – agora em computação gráfica não parecer com o personagem antigo apaixonado por mel ele não perde sua essência de sonolento e sempre faminto, mas trás um olhar melancólico com humor moderado. Mas o ponto crucial do trabalho original de Alan Alexander Milne – que se inspirou nos brinquedos de pelúcia de seu filho Christopher Robin – ainda está lá. O filme ainda consegue repetir a linha “não fazer nada leva a melhor coisa a fazer”. E ideia principal é manter a criança mesmo quando você é um adulto, e que ainda pode existir diversão se você procurar a maravilha da infância.

 

 

Post Author: Michele Alves

Jornalista, cinéfila, amante da literatura. Além do CadernoNerd, também faz parte da equipe de redação da Revista Preview.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *