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Crítica – Estrelas além do tempo

Com uma perspectiva diferente sobre os preparos para o lançamento em órbita do astronauta americano John Glenn, “Estrelas além do tempo” já merece elogios pelo simples fato de não ser apenas mais um filme sobre a corrida espacial, mostrando a história de três brilhantes funcionárias da Nasa em 1960 que foram o segredo para o sucesso da operação.

O gancho principal da narrativa está fixado em Katherine Johnson, que assim como outras mulheres afro-americanas, atuava como computador humano de cálculos.  Kath desde a infância se destacava entre os colegas por sua natural aptidão para lidar com números e com a aproximação da data de lançamento do astronauta Glenn ao espaço, Johnson passe a trabalhar na revisão de cálculos e projetos diretamente ligados à rota de Glenn em um prédio onde predominavam funcionários brancos, liderados por Al Harrison, interpretado por Kevin Costner.
Ao perceber as longas saídas de Kath, Harrison à questiona o motivo e começa a decretar o fim da separação do que era para uso entre negros e brancos.

Vale a pena?  – Conseguir mostrar o desafio diário de cada uma das personagens sem tornar maçante e repetitivo é um dos pontos fortes do filme. Dirigido por Theodore Melfi e distribuído pela Fox Film do Brasil, a sacada inteligente do longa metragem é criar um contraponto entre como a agência espacial americana lutava para liderar a corrida espacial e ser referência, ao tempo que classificava seus funcionários de acordo com a pele.  O filme também mostra a importância crucial que os computadores humanos tinham para o funcionamento geral da Nasa, ironicamente, setor que necessitava de pessoas brilhantes e talentosas e que era destinado à negros. Mary Jackson, interpretada por Janelle Monae, incentivada por colegas de trabalho, foi a primeira afro-americana a conseguir permissão para cursar engenharia em uma universidade exclusiva para brancos e Dorothy Vaughn ( Octavia Spencer) ao ver o início da substituição dos computadores humanos por equipamentos tecnológicos, ensina as amigas a se prepararem para atuar como programadoras. É inevitável não derramar algumas lágrimas e não se inspirar com o filme. Estrelas além do tempo estreia em 2 de fevereiro  de 2017 nos cinemas.

Formada em Jornalismo pela Universidade Anhembi Morumbi, faz aniversário em Setembro e sempre está lendo alguma coisa. É fã de cinema, games, tecnologia e esportes. Gosta de escrever e sempre está em busca de pautas legais para uma próxima matéria. É editora no Caderno Nerd e responsável pela criação do site.