CRÍTICA | Estrelas de Cinema Nunca Morrem

Inspirado no livro autobiográfico do ator Peter Turner (Jamie Bell), que teve um breve romance na década de 70 com a triz americana Gloria Grahme (1923-1981), ícone da década e 1940 e 1950. Peter era um aspirante ator inglês trinta anos mais jovem que Gloria, e ela, uma atriz em ruínas que vivia do amor de alguns fãs e amigos. Conhecida por seu talento nas telas, sua vida atrás do estrelato também foi marcada por excessos e polêmicas.

Dirigido por Paul MacGuidan (Victor Frankenstein), a trama acontece no ano de 1981 quando a atriz passa mal depois de uma peça de teatro na Inglaterra. Mesmo separados há muito tempo Turner vai visitá-la e passa a cuidar da atriz na casa de seus pais onde mora, fazendo o romance dos dois renascer. O longa é sincero e sensível, consegue nos mostrar como as atrizes eram tratadas naquela época e como os estúdios exigiam que elas fizessem o mesmo tipo de papel, além de sofrerem ao envelhecer e serem esquecidas.

Com tantas qualidades no filme, uma delas é a incrível atuação da atriz Annette Bening (Beleza Americana) fazendo o papel de uma mulher sofrida e fragilizada pela vida, mas ainda muito talentosa nas telas. Também vale elogios para o ator Jamie Bell que interpreta Turner, em uma cena do filme quando Gloria e Peter se conhecem, os dois dançam juntos lembrando o ator no filme “Billy Elliot”. Infelizmente o diretor peca a não mergulhar nos escândalos da vida de Gloria justamente o que ajudou a arruinar sua carreira levando-a ao esquecimento. A produção já está em cartaz.

Post Author: Michele Alves

Jornalista, cinéfila, amante da literatura. Além do CadernoNerd, também faz parte da equipe de redação da Revista Preview.

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