Crítica | Kingsman – O círculo dourado

Lá em 2014, chegava aos Kingsman – O serviço Secreto – produção feita a partir da série de HQ homônima,  que ganhou destaque por levar aos cinemas o estilo de espionagem repaginado.  Três anos se passaram e, no dia 21 de setembro, estreia a sequência da produção, novamente sob a direção de Matthew Vaughn, que entre outros longas, esteve a frente de X-Men: Primeira Classe.   

Retomando com ainda mais ação, a sequência intitulada como Kingsman – O círculo dourado,  consegue prender a atenção por trazer um roteiro dinâmico e ritmado acompanhado por um excelente trabalho de câmera.   O novo longa se passa logo após os acontecimento do primeiro filme, mas não determina para o espectador o tempo certo.  Eggsy (Taron Egerton) está em um excelente momento, tanto em sua carreira na Kingsman e como na pessoal, ao lado da Princesa Tilde ( Hanna Alström), apesar de ainda sentir a falta de Harry Hart( Colin Firth), seu mentor.  Após diversas localidades da Kingsman irem a baixo após um ataque mísseis,  Eggsy sai em buscas de pistas e encontra apoio na Statesman – uma também agência de inteligência independente,  localizada nos Estados Unidos.  Mas a busca por explicações e uma solução é mais complicada. Chegando ao Estados Unidos, os agentes Eggsy e Merlin ( Mark Strong) se deparam com problema em escala global. Poppy(Julianne Moore) é uma traficante de drogas que vive isolada no meio da selva. Almejando a fama, a vilã coloca em ação um plano de contaminar seus produtos com um vírus e negociar com a presidência dos EUA um acordo.

Além de conversar com o primeiro filme, a produção encanta por incorporar referências históricas à trama. Nesse contexto entre o auge da drogas e até uma interpretação de reação da Casa Branca – incluindo a maneira como o Governo se refere aos usuários,  fica nítido a referência ao período em que  Richard Nixon  esteve na Presidência dos Estados Unidos.  A trilha sonora também é parte da linguagem que transmite a ideia de imensão ao período retratado.

Além das cenas de ação muito bem pontuadas,  a produção aproveitas os alívios cômicos para resgatar informações da primeira produção. Para quem não conferiu o primeiro longa, esses momentos conseguem tornar mais claro o motivo de determinado fato ; para quem já conferiu apresenta uma referência ao primeiro filme junto com algumas brincadeiras. E, por falar em alívios cômicos, a presença de Elton John na trama acentua ainda mais as referências aos anos 70.   Com cenas intercaladas, o icônico cantor que é prisioneiro de Poppy , ao mesmo tempo que se auto-retrata, personifica os ideais dos jovens daquele período. Em resumo, a franquia novamente entrega um filme de qualidade. Melhor que o primeiro para uns, não superou o primeiro para outros, mas vale muito a pena conferir. Kingsman – O círculo dourado  estreia em 28 de setembro

Post Author: Vanessa Luckaschek

Formada em Jornalismo pela Universidade Anhembi Morumbi, faz aniversário em Setembro e sempre está lendo alguma coisa. É fã de cinema, games, tecnologia e esportes. Gosta de escrever e sempre está em busca de pautas legais para uma próxima matéria. É editora no Caderno Nerd e responsável pela criação do site.

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