Crítica | Kong: A ilha da caveira

Uma diversificada equipe formada por cientistas, soldados e uma fotojornalista embarcam à caminho de uma misteriosa ilha no Oceano Pacífico para descobrir segredos não conhecidos pela humanidade que a área pode abrigar.   Habitada por Kong, um gigantesco gorila, ao mesmo tempo que abriga belas paisagens, a ilha é sinônimo de perigo.  Lutando para sobreviver, a equipe irá vivenciar de perto a luta de poder, em uma hierarquia um tanto quanto selvagem, onde nem a maior das forças bélicas poderá auxiliar.

Primeiras impressões

Reboot do clássico “King Kong”,  Kong: A Ilha de Caveira marca um grande retorno do gigantesco gorila aos cinemas. Após pouco mais de 12 anos longe das telonas,  a produção que conta com a direção de Jordan Vogt-Roberts tem em sua composição alguns elementos que remetem à Indiana Jones  e até mesmo Jurassic Park, principalmente por apresentar ao longo da trama outras criaturas com um ar pré-histórico.  Os reboots, diferente dos remakes, não precisam conservar a história tradicional, nem os personagens em sua totalidade.  Por opção, o lançamento do ano é sobretudo um filme que exalta a hierarquia natural e como o homem pode ser insignificante perante a força da natureza. Por se passar durante um período de guerra, a produção aborda as sensações e sentimentos dos soldados que estão prestes a voltar para casa, mas possuem uma última missão.

  rgzsefw-960x570O longa de Vogt-Roberts, também entrega uma qualidade espetacular de planos de filmagem – rodado  em três continentes, incluindo partes da Austrália e Havaí, o uso de planos abertos integram o espectador aos cenários paradisíacos e selvagens.  Os planos detalhados entram em cena para expressar momentos de euforia e conflitos – furiosos olhares de Kong para os invasores, cantos de onde há aquela expectativa de que poderá sair algo dali.  Há também o uso de um tipo de plano que não é muito comum no gênero, o extracampo – usando apenas o som sem representar por imagens, a cena faz com que o espectador utilize a imaginação para construir o que não está sendo mostrado. Em resumo, uma verdadeira aula de cinema.

Explosivo na medida certa e com roteiro bem redondinho e cheio de referências,  a progressão do longa vai mostrando aos poucos que nem todos são vilões quando o objetivo é proteger o próprio lar.

Elenco

002884.jpg-c_400_200_x-f_jpg-q_x-xxyxxSamuel L Jackson, Tom Hiddleston e Brie Larson são alguns dos atores que integram o elenco de Kong: A Ilha da Caveira. E por falar em Larson –  que inicia em breve as gravações para Capitã Marvel, a atriz vive a fotojornalista Mason Weaver, uma jovem que registrou com sua câmera outras guerras e embarca na aventura por desconfiar dos verdadeiros motivos para a expedição.  Determinada, a personagem de Larson é a figura feminina mais marcante do filme, que consegue ver por trás de todo o medo do desconhecido o que significa a vida de Kong para a ilha. A aproximação entre Weaver e Kong não tem o ar romantizado – defensora da paz, a sensação que o longa transmite é que o rei da selva apenas não enxerga a fotógrafa como inimiga e que a verdadeira obrigação é proteger o lar.   Com a ajuda do capitão James Conrad ( Hiddleston), Weaver luta pela própria vida e por formas de fazer a equipe ver os demais perigos que poderiam surgir com a morte de Kong.
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Motivos para assistir

Liderança, escolhas, hierarquia – são algumas das palavras que podem resumir o filme.  Além de tudo citado, o novo longa que será distribuído pela Warner Bros, fala das origens de Kong e como o grande gorila se tornou o rei na Ilha.

O filme também tem conta com referências diretas à  Godzilla, que no caso, a Monarch está presente e é  empresa responsável pela expedição no longa de Vogt-Roberts.  Chegando um dia antes do lançamento mundial aos cinemas brasileiros, Kong: A Ilha da Caveira tem tudo para estar entre os melhores filmes,  com chances de prêmios principalmente nas  categorias de efeitos visuais e fotografia e sem dúvidas é um novo marco  para a história de Kong nos cinemas.

Post Author: Vanessa Luckaschek

Formada em Jornalismo pela Universidade Anhembi Morumbi, faz aniversário em Setembro e sempre está lendo alguma coisa. É fã de cinema, games, tecnologia e esportes. Gosta de escrever e sempre está em busca de pautas legais para uma próxima matéria. É editora no Caderno Nerd e responsável pela criação do site.

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