Crítica | Planeta dos Macacos – A Guerra

Mesclando uma boa dose de ação com cenas e questionamentos filosóficos, Planeta dos Macacos: A Guerra apresenta um novo cenário. Com menos cenas de ação e mais questionamentos filosóficos e existenciais, o longa começa morno , mas consegue prender a atenção.

A história e roteiro –  Dirigido por Matt Reeves,  “Planeta do Macacos – A Guerra” possui falhas no roteiro, tornando algumas cenas extremamente cansativas e desnecessárias, mas acerta na concepção da história.  O vírus que deu à inteligência dos macacos características humanas, passa a agredir o homem, deixando sequelas como perda de fala e incivilidade.   Atribuindo toda a culpa da situação exclusivamente aos macacos, um grupo de soldados ataca a capela de César. Após a morte de seu filho mais velho e companheira, o velho macaco parte em busca de vingança, mas se depara com uma guerra que não termina apenas entre macacos e humanos.

Woody Harrelson vive um coronel que perdeu o filho após o surto do vírus
Woody Harrelson vive um coronel que perdeu o filho após o surto do vírus

Referências – Se os filmes anteriores concentravam-se na ação, Planeta do Macacos – A Guerra  tende a mostrar uma veia mais filosófica. Com muita referências, Reeves cria cenas que remetem a momentos históricos que nos levam a questionar o real senso de racionalidade do ser humano, como por exemplo, os campos de concentração.

Complicado A primeira metade tem um ritmo pouco desenvolvendo, tornando exageradamente cansativo de assistir.  Por outro lado,  após ficar mais claro o propósito da jornada de Cesar para o longa,  o senso de  comédia começa a dar as caras, principalmente com a entrada de Macaco Mau, um isolado chimpanzé que entra para o grupo de Cesar e com um jeito inocente e atrapalhado.

Curiosamente, após o sucesso de Dafne Keen como a mutante X-23 em Logan, inúmeros filmes de ação encorporaram  personagens adolescentes. Diferente da grande participação de Keen,  virou moda incrementar a história com crianças, como aconteceu com a atriz Isabela Moner em Tranformers: O Último Cavaleiro. Moner teve uma personagem  pouco desenvolvida e que, sua presença não representou mudanças ao enredo do longa.   Por qual motivo citar essa informação?  O novo longa de Reeves também usa desse artifício.

 A presença da atriz Amiah Miller, que interpreta  Nova, tem como primeiro objetivo criar uma aproximação entre humanos e macacos. Vítima do vírus, a jovem embarca na aventura e  protagoniza, mesmo que em silêncio, boas cenas de humor. Mesmo conseguindo  despertar no público um sentimento de aproximação, fica nítido que a personagem poderia ter sido melhor desenvolvida.

Amiah Miller interpreta Nova, garota que acompanha Cesar e companheiros nas aventuras
Amiah Miller interpreta Nova, garota que acompanha Cesar e companheiros nas aventuras

Vale a pena? – Mesmo com falhas,   o filme é um excelente desfecho para a trilogia.  Mantendo a qualidade de imagem e trilha sonora impecável, o filme ainda conta mais uma vez com a belíssima atuação de Andy Serkis – que está no Brasil para divulgar o longa,  mostrando o porquê de ser ator referência em Motion Caption. O longa estreia amanhã, 3 de agosto nos cinemas.

Dica para imersão total – O Cinemark do Shopping Eldorado preparou uma sala XD temática.

Post Author: Vanessa Luckaschek

Formada em Jornalismo pela Universidade Anhembi Morumbi, faz aniversário em Setembro e sempre está lendo alguma coisa. É fã de cinema, games, tecnologia e esportes. Gosta de escrever e sempre está em busca de pautas legais para uma próxima matéria. É editora no Caderno Nerd e responsável pela criação do site.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *