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CRÍTICA / UMA DOBRA NO TEMPO

A mais nova produção Disney,”Uma Dobra no Tempo” é baseada na obra de 1962 da autora Madeleine L’Engle – livro é para os aficionados por fantasia, ciências e mistério. Exibido pela primeira vez em 2003, em formato de telefilme com produção dos estúdios Disney, a trama se concentra no desaparecimento de Dr. Alex Murry (Chris Pine) e conta como a protagonista, Meg Murry,  lidera a busca atrás do pai pelos confins do universo. Através da ajuda de guias espirituais: Sra. Queé (Reese Witherspoon), Sra. Quem (Mindy Kaling) e Sra. Qual (Oprah Winfrey), Meg começa a descobrir mistérios para desvendar o paradeiro de seu pai. Além de vários obstáculos, a menina encontrará o vilão Camazotz, responsável por espalhar o mal pelo universo.

O roteiro do longa é capaz de se comunicar muito bem com seu público-alvo, ao introduzir nos personagens características que dão esperança e razão à essa jornada de busca, mas é justamente a narrativa e o encanto dessas características que redime esse longa. O empenho da diretora Ava DuVernay (Selma-Uma Luta pela Igualdade,2014) em tornar universo do longa cheio de ostentação em cores, formas e uma extravagância passa dos limites, abusando de todos os recursos que a Disney pode oferecer. Mas nem todo o exagero dos efeitos visuais consegue sustentar o enredo fraco que beira o declínio.

“Uma Dobra no Tempo” pode não vir a ser um sucesso de bilheteria, mas ao colocar uma garota negra no centro de uma aventura deslumbrante , onde ela deve aprender a confiar em si mesma e em suas habilidades, DuVernay consegue imortalizar e iluminar aqueles que frequentemente foram empurrados pelos cantos de Hollywood. E isso, é o que faz de Uma Dobra no Tempo um filme que pode ajudar a definir uma geração. A produção já chega aos cinemas amanhã, 29 de março.

 

Jornalista, cinéfila, amante da literatura. Além do CadernoNerd, também faz parte da equipe de redação da Revista Preview.