Crítica | Moonlight – Sob a luz do luar

Durante os primeiros minutos, Moonlight – Sob a luz do luar passa a ideia de ser apenas mais um  filme que retrata a vida de um adolescente que cresce...

Durante os primeiros minutos, Moonlight – Sob a luz do luar passa a ideia de ser apenas mais um  filme que retrata a vida de um adolescente que cresce em um bairro tomado pelo tráfico de drogas, mas  não demora muito para tudo ganhar sentido e mostrar  o motivo das oito indicações ao Oscar  – Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor ator coadjuvante, Melhor atriz Coadjuvante, Melhor roteiro adaptado, Melhor edição, Melhor fotografia, Melhor trilha sonora.

Chiron, é um garoto crescido em um áspero bairro de Miami,  que vê sua mãe sendo consumida pelo vício em drogas. Enquanto criança, Chiron carrega o apelido de Little(pequeno) ,  conquistado pelo seu pequeno porte e fama de sempre apanhar no colégio.  O longa reuni uma vasta lista de assuntos problemas – tráfego e vício em drogas, homossexualidade, preconceito e violência, que são alinhados ao longo da trama para revelar a temática suprema – a autoaceitação.

Sutilezas –  Esse é o segredo do equilíbrio do filme.   Nada é explicito, mas tudo é retratado com um bom tom. A abordagem sobre a homossexualidade do personagem é o principal exemplo.  Outro ponto é separar as fases em alusão às trocas de apelido de   Chiron. Se quando criança, era Little, ao resolver pôr um fim aos maus tratos de colegas de escola, tendo como consequência o reformatório,  o personagem principal assume a forma como o único amigo o chama – “Preto”, passando a liderar o tráfico de drogas.  Em resumo,   Moonlight – Sob a luz do luz é uma obra que usa temáticas que apesar do tom pesado e clichês, para falar sobre autoconhecimento e busca por um recomeço. O longa também é a prova de que orçamento não é o principal fator para que uma história conquiste a atenção.  Dirigido e escrito por Barry Jenkins, o filme esbanja motivos para ser conferido.  Janelle Morae, que também está em cartaz com Estrelas além do tempo, desempenha uma papel adorável e briga pelo posto de Melhor atriz Coadjuvante no Oscar.   O filme que já recebeu o prêmio de Melhor ator coadjuvante com  Mahershala Ali  no  SAG Awards estreia em  23 de fevereiro, e  disputa novos prêmios na cerimônia do Oscar, que acontece no último domingo do mês, 26 de fevereiro.

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