Crítica | Guardiões da Galáxia Vol 2

Se nos quadrinhos a Marvel não anda agradando os fãs, no universo cinematográfico o cenário é bem diferente e Guardiões da Galáxia é mais uma prova disso.   Contrariando...
Imagens de divulgação / Disney

Se nos quadrinhos a Marvel não anda agradando os fãs, no universo cinematográfico o cenário é bem diferente e Guardiões da Galáxia é mais uma prova disso.   Contrariando “crenças” de que quando o primeiro é bom, os sucessores sempre deixam a desejar, a continuação das aventuras do Senhor das Estrelas supera em diversos sentidos.

Desde o primeiro filme,  Guardiões da Galáxia se mostra como uma produção ousada e muito mais linear e completa quando comparada ao HQ – que sempre manteve as aventuras dos Guardiões em segundo plano. Além de amadurecer cada personagem, o filme que estreia em 27 de abril é mais uma peça que irá compor o cenário para que Guerra Infinita  aconteça.    Thanos não é representado no longa, mas marca presença nos diálogos entre personagens – o  vilão é citado e posto como exemplo para reforçar as diferenças entre Gamora e Nebulosa e também seus servos marcam presença em alguns momentos do filme.

Imagens de divulgação / Disney

Imagens de divulgação / Disney

Aumenta o som – Com roteiro e direção de  James Gunn,  Guardiões da Galáxia Vol 2 dá um show em atuação, fotografia, efeitos e roteiro.  Na nova aventura, Quill ( Chris Pratt) e equipe se metem em encrencas e são salvos por uma nave misteriosa. Ao tentar  descobrir a identidade do benfeitor, Peter descobre que a aeronave pertence a Ego( Kurt Russel) , um ser com habilidades semelhantes a Deus  que se revela como o verdadeiro pai do Senhor das Estrelas.   O tema “Família” é um dos assuntos muito trabalhados no longa e permeia  pela história de cada personagem – Gamora( Zoe Saldana) se vê no desafio de rever as ações da irmã,  Drax(Dave Batista) relembra momentos com a filha, Rocky (Bradley Cooper) percebe que a equipe é o mais próximo do possui de família e até mesmo Yondu (Michael Rooker)se revela como um pai de verdade para Quill.  Esses detalhes se amarram ao longo do filme e compõe uma produção mais madura, tanto do ponto de vista de roteiro como estético.

A trilha sonora do filme também se mantém como ligação entre cenas e confrontos – a novidade é que a música também é uma explicação e ponto de fuga para o jeito e comportamento de Peter, já que também é revelado a paixão da mãe de Quil pelos hits dos anos 70 e 80.    

Yondu Ubunta retorna na continuação do título | Imagens de divulgação / Disney

Yondu Ubunta retorna na continuação do título | Imagens de divulgação / Disney

Lá no início do ano,  a possibilidade de ver Sylvester Stallone na continuação da franquia dirigida por Gunn mexeu com a mídia e expectativas dos fãs.  O eterno Rock Balboa realmente atua no filme, dando vida à um personagem muito especial e que foi pouco aproveitado nas histórias em quadrinho, o Rei dos Saqueadores.  A atuação apesar de breve,  foi representativa para as cenas.   Outro personagem que também merece destaque é Ego, o planeta Vivo.  Kurt Russel desenvolveu tão bem o  personagem que é possível se deixar levar e esquecer do vilão que está por vir.   Para quem não sabe ou não acompanhou os hqs de Guardiões,  o planeta Vivo tem a origem igual a de qualquer outro. Entretanto, após a interferência de uma bactéria,  o planeta ganhou consciência e conseguiu assumir forma humana e assim, vir até a Terra e procriar.   Destinado a unir forças com Peter, seu filho com uma terrestre, Ego começa a pôr em prática o plano que já tentado inúmeras vezes, mas as reais intenções são descobertas por Gamora.   O resto para saber tem que assistir!

Opiniões e conclusões  –  Na sala de cinema, no dia da cabine de imprensa, comentei com colegas que ainda tinha ressalvas sobre o primeiro filme (  Gostei e muito, mas ainda faltava uma história um pouco mais amarrada).  Esse desejo interno foi mais do que atendido, já que a produção como dito é mais uma peça do lego que irá dar vida aos confrontos e razões para acontecer Guerra Infinita e o protagonista, apesar de manter seu egocentrismo, revela um pouco mais de seu passado e principalmente o amor pela mãe.  Visualmente o filme está muito bonito, com uma paleta de cores muito bacana. O senso de humor continua presente, mas se reveza com outros elementos. Vale a pena conferir, principalmente pelo efeitos de áudio, que para a sala de cinema, tornam o expectador mais próximo à história.

 

 

 

 

 

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