Crítica | Aves de Rapina (Arlequina e sua Emancipação Fantabulosa)

Filme chega aos cinemas hoje. Em sua segunda aparição nas telonas, Arlequina mostra o poder da sororidade Ao que tudo indica, a DC está começando a acertar em suas...

Filme chega aos cinemas hoje. Em sua segunda aparição nas telonas, Arlequina mostra o poder da sororidade

Ao que tudo indica, a DC está começando a acertar em suas produções. Aves de Rapina (Arlequina e sua Emancipação Fantabulosa), que estreia hoje, leva novamente Margot Robbit aos cinemas como Arlequina, mas dessa vez com uma personagem muito mais bem desenvolvida, leve, divertida e claro, violenta ( não podemos negar). Após o término com o pudin.. com Coringa, Harleen Quinzel começa uma trajetória para se encontrar. Nesse meio tempo, ela não deixa claro sobre o término, mas o que a anti-heroína não esperava era que suas, até então “brincadeiras”, criassem tantos inimigos. Na trama, dirigida por Cathy Yan, alguns conhecidos vilões do público dão as caras, como é o caso do capanga Victor Zsasz, mas o grande vilão da vez mesmo é o Máscara Negra, interpretado por Ewan McGregor.

Já em Esquadrão Suicida, a nova versão de Arlequina para as telonas já havia conquistado o público. Entretanto, houve poucas chances de mostrar quem é Arlequina. Agora, mesmo não sendo uma produção solo, o gancho principal é sem dúvidas a ex-psiquiatra. Com muita loucura, Arlequina contudo mostra que tem coração e que resquícios da inteligência da Dra Harleen Quinzel continuam lá – dado como exemplo a irônica forma que Arlequina tem como ideia “apagar” de vez o ex de seu caminho, o que claro, alerta todos sobre o fim do relacionamento. Esses momentos garantam o respiro cômico para a produção e ao mesmo tempo faz quem está na poltrona sentir e pensar sobre frases típicas de uma consulta com um psiquiatra. Visualmente, o filme é colorido. Fotografia impecável, digna de querermos algumas imagens para wallpaper de celular.

Outro ponto positivo do longa é inserir de uma vez por todas muitas referências estéticas dos desenhos da DC. Transições de cena, composições, explosões. A sacada de usar bombas com gás colorido ou confetes em armas usadas pela personagem também se remete à essa estrutura. Mesmo com tanta diversão, o filme toca em pontos importantes. Aves de Rapina é um conto narrado pela mente louca de Arlequina, com fatos provocados por ela. Mas para solucionar, ela precisa de ajuda. E é aqui que entrar um dos pontos altos do filme – sororidade. Sem spoiler, mas vamos ver mulheres se importando com mulheres. Arlequina se vê na missão de resgatar e ser mentora de uma garota, percebe que a única forma é atuando ao lado de outras mulheres e que juntas, são mais fortes. O longa entrega uma importante reflexão, bem montada e principalmente, única. Fala além de tudo de mulheres, lutas diárias, preconceito e muitas vezes, a sensação de que só são vistas mesmos como “Arlequins” É o grande “Parabéns” para a DC e principalmente para a diretora, Cathy Yan, por mostrar com tanta sutileza, até por usar a linguagem visual das nostálgicas animações, o poder do feminino, justo em um momento tão necessário para a humanidade.

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