Crítica | Sonic – O Filme

Um dos personagens mais queridos do vídeo game, chega às telas de cinema preparado para arrebentar as bilheterias. Sonic, o ouriço azul inicialmente criado pela Sega para substituir o...

Um dos personagens mais queridos do vídeo game, chega às telas de cinema preparado para arrebentar as bilheterias. Sonic, o ouriço azul inicialmente criado pela Sega para substituir o mascote Alex Kidd em 1991, completa 29 anos bem-sucedidos de sua franquia com uma ambiciosa aventura: ser um sucesso na telona. Afinal, depois de dezenas de jogos, uma série de revistinhas, desenho animados, filmes de animação, o que mais restaria para um dos personagens mais queridos, famosos e bem-sucedidos, fazer antes de completar 30 anos de existência?

Para quem não sabe, Sonic não é um ouriço azul qualquer, ele tem o poder de ser super rápido correndo sob suas duas pernas. Ele também pode falar, e no filme, essa é uma de suas características mais impressionantes, como um bichinho pode falar tanto e tão rápido?

O filme, super apropriado para crianças de todas as idades – especialmente aqueles que jogaram os jogos – conta a história de Sonic desde sua infância na sua terra Natal, explicando rapidamente como ele acaba chegando na Terra e morando em uma caverna super equipada nos arredores da cidade de Green Hills, Montana, cidade do interior dos Estados Unidos. Lá, Sonic (voz de Ben Schwartz), adora observar os humanos e em especial o Chefe de Polícia da cidade Thomas Wachowski (James Marsden), a quem ele se refere carinhosamente como “Capitão Rosquinha” e sua esposa, a veterinária Maddie (Tika Sumpter). Sonic consegue observar a vida das pessoas praticamente sem ser observado e, portanto, sem interagir com ninguém, o que o deixa muito solitário – um detalhe que adicionou complexidade ao personagem –  e é nesse estado que Sonic um dia se descobre completamente sozinho no mundo. e acaba, sem querer, causando um apagão em todo o noroeste dos Estados Unidos, e claro, chamando atenção dos militares e do estranho Dr. Robotnik (Jim Carey).

Dirigido por um novato e roteirizado por dois nomes não tão conhecidos, o filme se arrisca, mas sobrevive graças ao carisma do personagem principal. A história é simples, básica, mas quase perde o controle quando resolve lidar com questões existenciais como a solidão. E durante a famosa viagem de carro entre amigos, típica de filmes americanos, o filme cai na mesmice. Felizmente, acredito que sendo um filme voltado para o público infanto-juvenil e desenhado para divertir, o roteiro não é tão importante quanto as piadas, deixando que a equipe de efeitos especiais brilhasse.

E, realmente, depois de quase destruírem o filme com o design de uma criatura esquisita que apavorou críticos e fãs, a Paramount decidiu refazer o personagem do filme e realmente garantiu cada centavo reinvestido no longa. Trazendo Tyson Hesse, que já era experiente com a franquia após ter participado da equipe de arte de alguns jogos e de ter contribuído para os quadrinhos do nosso amigo azul, Sonic foi totalmente redesenhado e ganhou um visual que é muito mais semelhante ao original. A nova versão tem olhos maiores, o que dá um ar mais infantil ao personagem e perdeu a dentadura, que realmente tornava o querido ouriço em um bicho assustador.

Com apenas 1 hora e 30 minutos, tempo perfeito para um filme infantil, Sonic tem uma trilha sonora empolgante, cenas de efeito bem utilizadas – uma cena em um bar é especialmente interessante – e personagens bem caracterizados, Jim Carey está muito bem como Dr. Robotnik arqui-inimigo de Sonic. A abertura do filme usando os anéis do jogo com o logo da Paramount trás um ar divertido e leve, assim como os créditos com imagens do nosso ouriço em 16-bit. E não levantem logo das cadeiras, o filme trás um cena pós créditos que eu tenho certeza que empolgará aos fãs da saga. O longa estreou ontem nos cinemas.

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