Crítica ” The Batman” | Longa resgata as habilidades investigativas do homem morcego sem pesar a mão como filme de origem

Não é exagero falar que “Batman”, versão do cavaleiro das trevas dirigida por Matt Reeves é aguardada desde o anúncio. Em parte, a curiosidade de uma nova versão do...

Não é exagero falar que “Batman”, versão do cavaleiro das trevas dirigida por Matt Reeves é aguardada desde o anúncio. Em parte, a curiosidade de uma nova versão do Batman após a baixa aceitação por Ben Affleck no papel foi o principal motivo para aguçar a espera. E, finalmente, depois de alguns adiamentos por um cenário pandêmico, a produção estreia nos cinemas nesta quinta, 3 de março. Após assistir ao filme na manhã de hoje , a pergunta que ficou pairando foi se valeu a pena a espera. Acredito que há muito mais pontos para sim.

“Batman” não deixa de apresentar uma versão sombria, com um Bruce Wayne ainda cicatrizando velhas feridas e buscando justiça. A chave de mudança para as versões mais recentes foi talvez trazer um Batman de um multiverso que apesar de justiceiro, está caminhando para ser acima de tudo um símbolo de esperança. Outro ponto crucial que torna o longa de Matt Reeves mais interessante é resgatar as habilidades de detetive do mascarado. Em “Batman”, um misterioso criminoso está à solta, assassinando sadicamente a elite de Gotham e deixando charadas que fazem com que o cavaleiro das trevas vire seu olhar com mais atenção ao submundo do crime. Com isso, entram no caminho do alter ego de Bruce Wayne infames personagens como Pinguim, interpretado por Colin Farrell, Carmine Falcone, interpretado por John Turturro e Selina Kyle (Zoë Kravitz). Durante sua meticulosa investigação, Bruce se dá conta do real estado de abuso de poder e corrupção que assolam a cidade, além de descobrir erros do passado da família Wayne que o colocam também na mira do criminoso.

Com quase 3 horas de duração e nenhuma cena pós crédito, o longa passa longe da receita básica de filmes de origem. Boa parte da narrativa é passada no presente, sem visitas de flash back ao passado. Como em um jogo de detetive, os elementos do passado e o que é real ou não, é apurado pelos diálogos entre personagens. E é exatamente isso que torna o filme interessante – um Batman que trabalha ao lado de Jim Gordon (Jeffrey Wright) e o ávido mordomo, Alfred, interpretado brilhantemente por Andy Serkis.

Vale a pena? – Depois de assistir, confesso que leva um tempo para assimilar tudo. Para os amantes de cinema, o filme é mais uma prova viva de que produções baseadas em HQs podem ser verdadeiras aulas de roteiro, fotografia e direção de cena, sonoplastia…. e por ai vai. Cabem muitos elogios, talvez o maior de todos elogios seja que Batman” é um grande acerto da DC do último ano e que apesar muito esperado, era uma produção subestimada. Pattinson realmente veste o manto e mostra que Bruce Wayne não precisa ser apenas o estereotipo de bilionário playboy, apresentando uma releitura mais próxima de alguém que passou por inúmeros traumas e percebe já na vida adulta que não superou todos – e tudo bem. Falando no elenco, Colin Farrell entrega um Pinguim com doses de humor bem pontuada e uma atuação impecável, tais como já esperado do personagem. Zoë Kravitz entrega uma das melhores versões de Selina Kyle em anos, sendo que sua construção é feita a partir de referência à diversos HQs, mas sobretudo em um arco recente, com a edição 39 de Os Novos 52.

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“Batman” chega aos cinemas nesta quinta, 3 de março.

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