Crítica | O Retorno de Mary Poppins

Filmes nostálgicos de nossa infância sempre nos deixam receosos quando surge um remake. Ainda mais se for um clássico absoluto como Mary Poppins de 1964, vencedor de cinco Oscar,...

Filmes nostálgicos de nossa infância sempre nos deixam receosos quando surge um remake. Ainda mais se for um clássico absoluto como Mary Poppins de 1964, vencedor de cinco Oscar, que agora retorna com uma continuação, estrelado por Emily Blunt no papel da babá voadora em o Retorno de Mary Poppins.

Vinte e cinco anos após os eventos ocorridos no primeiro filme, Michael (Ben Whishaw) e Jane (Emily Mortimer), os irmãos Banks, recebem a visita de Mary Poppins. Já adultos, o rapaz cuida da casa e dos três filhos após a morte de sua esposa, recebendo o apoio da irmã no cuidado com as crianças. Com um salário baixo no emprego e muitas dívidas, Michael e a família correm um sério risco de perder o imóvel. Como de esperado surge a babá com poderes mágicos,que dessa vez não surge dos céus com seu guarda-chuva, o transporte acontece de outra forma divertida e atual. Surpresos com seu retorno os irmãos relembram à infância com a antiga babá.

Jane (Emily Mortimer), John (Nathanael Saleh), Annabel (Pixie Davies, Ellen (Julie Walters), Jack (Lin-Manuel Miranda), Georgie (Joel Dawson) e Mary Poppins (Emily Blunt) em cena de O Retorno de Mary Poppins.

Apesar da trama do novo filme se passar 25 anos após o primeiro longa, a diferença entre o antigo filme e o novo é de 54 anos. Protagonizado por Julie Andrews na época, Mary Poppins sempre encantou crianças e adultos pelo mundo. Assim como o antigo, O Retorno de Mary Poppins, mesmo ambientado na década de 30, consegue trazer mensagens atemporais para os dias de hoje.

Não há nada de muito novo no longa, pois tudo faz referência ao antigo filme. A real novidade são novos atores e um outro enredo. Não é tão cativante como o antigo, mas é nostálgico e uma viagem no tempo. O roteiro de David Magee (As Aventuras De Pi) é um maravilhoso destaque preservando toda a magia que conquistou o público na época. Assim como o roteiro as músicas tão importantes para o longa inserem na trama os ritmos dançantes e divertidos.Mesmo com elogios a trama ainda nos mostra uma personagem facilmente descartável na interpretado por Meryl Streep, que vive Topsy, prima de Mary, e que não traz muito sentido ao longa mesmo sendo uma excelente atriz. O Retorno De Mary Poppins respeita muito o original e de fato é uma grata surpresa e uma imensa nostalgia, mas nunca será tão especial como seu antecessor. A produção chega aos cinemas amanhã, 20 de dezembro.

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