Versão Robust custa R$ 111.490, está nas concessionárias a partir de outubro e é a primeira picape compacta no Programa Carro Sustentável
A Saveiro, picape que está em produção no Brasil há 44 anos, ganhou uma versão que só aceita etanol. A Volkswagen anunciou nesta quinta-feira (8) a Saveiro Robust Etanol, que chega às concessionárias ainda em outubro com preço sugerido de R$ 111.490. É R$ 4.200 a menos que a Saveiro Robust flex, o que torna a versão a etanol a opção mais barata da picape.
A novidade vem com cabine simples e foi pensada principalmente para quem usa a Saveiro como ferramenta de trabalho: empresas, frotistas, produtores rurais e profissionais autônomos. Mas ela também vai estar à venda para o consumidor comum que já abastece só com etanol no dia a dia.
Esse público pesa nas vendas da picape. Em 2025, a Saveiro teve 67.753 unidades emplacadas e foi o segundo modelo da Volkswagen mais vendido para empresas e frotistas. De janeiro a setembro deste ano, já são 38.726 unidades.
Primeira picape compacta no Carro Sustentável - A versão é a primeira picape compacta a entrar no Programa Carro Sustentável, do Governo Federal. Para participar, o carro precisa atender a critérios de emissões no ciclo do poço à roda, que considera a produção, a distribuição e o uso do combustível, além de reciclagem de materiais, produção nacional e categoria do veículo. Com a picape, a Volkswagen passa a ter quatro modelos no programa: Saveiro Robust Etanol, Polo Track, Polo Robust e Tera MPI.
O limite do programa é de 83 g de CO2 equivalente por quilômetro, medida que reúne em um só número o efeito de diferentes gases de efeito estufa. Segundo a Volkswagen, a Saveiro a etanol registra 50 g/km nesse cálculo, contra 106 g/km de uma Saveiro flex comparável, considerando que donos de carros flex abastecem tanto com etanol quanto com gasolina.
Mesmo motor, outra calibração - Por fora e por baixo do capô, pouca coisa muda. A picape segue com o motor 1.6 MSI, de 116 cv e 16,1 kgfm de torque, e câmbio manual de cinco marchas. A diferença está na calibração, feita exclusivamente para o etanol. Segundo a montadora, foram mais de 740 horas de desenvolvimento para ajustar a partida a frio, o ponto de ignição e a dirigibilidade.
Potência e torque máximos são os mesmos da versão flex, mas o motor rende mais nas rotações intermediárias. Na prática, o motorista precisa acelerar menos para ter o mesmo desempenho. O consumo na cidade, onde a Saveiro mais roda, melhorou 5%, e a média combinada passou de 8,1 km/l para 8,5 km/l.
"Quando desenvolvemos um motor dedicado a um único combustível, temos a oportunidade de otimizar diversos parâmetros de funcionamento para as mais variadas condições de uso", afirma Ricardo Plöger, vice-presidente de Desenvolvimento do Produto da Volkswagen América do Sul.

Do álcool dos anos 70 ao etanol de hoje - A relação da Volkswagen com o etanol no Brasil começou com os testes de carros a álcool na década de 1970 e passou pelo Gol 1.6 Total Flex, primeiro carro flex fabricado em série no país, em 2003. Agora, com a Saveiro, o etanol deixa de ser só uma opção na bomba e vira a aposta da marca para reduzir emissões.




