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Dolphin Mini é o primeiro carro elétrico a entrar no top 3 de vendas no Brasil

Compacto da BYD teve 9.385 emplacamentos em setembro, mês em que as vendas diretas da marca cresceram quase 500% em relação ao ano passado

Vanessa LuckaschekPublicado em 10 out. 2026, às 11h09 | 3 min de leitura
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Compacto da BYD teve 9.385 emplacamentos em setembro, mês em que as vendas diretas da marca cresceram quase 500% em relação ao ano passado

Não faz muito tempo, comprar um carro elétrico no Brasil era decisão de quem não se incomodava em ser exceção. A oferta era pequena, os preços assustavam e ainda pairavam os receios de depender da autonomia da bateria e de não achar onde recarregar no meio do caminho. Em setembro, um desses carros, o BYD Dolphin Mini, terminou o mês entre os três mais vendidos do país.

O compacto fechou o mês em terceiro lugar no ranking de automóveis e comerciais leves, com 9.385 emplacamentos, segundo dados divulgados pela montadora. É a primeira vez que um modelo 100% elétrico chega ao pódio do mercado brasileiro. No varejo, que considera só as vendas a pessoas físicas nas concessionárias, ele ficou em primeiro, com 5.886 unidades. Foi a sétima vez em oito meses que o Dolphin Mini liderou o canal, e a única exceção foi agosto, quando o posto ficou com o irmão maior, o Dolphin.

À frente dele ficaram a Fiat Strada, com cerca de 16 mil unidades, e o Volkswagen Polo, com 11.095. A disputa pelo pódio foi no detalhe: o Dolphin Mini passou o Volkswagen T-Cross por 46 emplacamentos.

O resultado veio num mês de recorde para o setor. Segundo a Fenabrave(Fenabrave Federação Nacional Distribuição Veículos Automotores), setembro teve 509.686 veículos emplacados, considerando todos os tipos, recorde para o mês e alta de 8,32% sobre setembro de 2025.

Vendas diretas mudam o perfil da marca - Junto com o pódio do Dolphin Mini, a BYD registrou um salto nas vendas diretas, feitas pela fábrica a empresas, frotistas, taxistas e outros públicos com condições especiais. Foram 7.263 unidades em setembro, ante 1.253 no mesmo mês do ano passado, alta de quase 500%. O mix da marca, que era de cerca de 90% varejo e 10% vendas diretas, passou para aproximadamente 60% e 40%. A montadora atribui o crescimento à estratégia voltada a pequenas empresas, adotada há um ano, e ao programa Move Brasil, que ampliou as vendas para motoristas de aplicativo e taxistas e, segundo a BYD, dobrou as vendas do sedã King.

"O consumidor já entendeu que eletrificação não é só uma escolha de tecnologia. É uma decisão que faz sentido no bolso", afirma Fábio Lage, diretor comercial da BYD do Brasil. Segundo ele, quando o comprador coloca na ponta do lápis a economia de combustível, a manutenção e o custo total de propriedade, a vantagem fica clara.

Somando os dois canais, a BYD emplacou 22.209 veículos em setembro, com 8,5% de participação, e ficou em quarto lugar entre as marcas, atrás de Fiat, Volkswagen e GM. No varejo, foi a terceira, com 14.946 unidades, e nas vendas diretas, a quinta. O mês, porém, não foi só de alta: pelos dados da consultoria Bright Consulting, a marca vendeu 1,2% menos que em agosto e segue 5.880 unidades atrás da Chevrolet, a terceira colocada.

Entre os sedãs médios, o King somou 1.666 unidades e ficou com 52,8% do segmento, no segundo mês seguido de liderança. O Toyota Corolla, segundo colocado, teve 475 emplacamentos.

BYD lidera elétricos e híbridos plug-in - Nos carros 100% elétricos, a BYD teve 14.317 unidades e 65,1% de participação, contra 3.119 da Geely, a segunda colocada. Nos híbridos plug-in a vantagem é menor: 7.756 emplacamentos e 39% do segmento, à frente dos 4.285 da GWM.

O Dolphin Mini é montado desde outubro do ano passado na fábrica de Camaçari (BA), ao lado do King e do Song Pro. Na China, a BYD já abriu a pré-venda da nova geração do modelo, maior e com opção de sensor LiDAR. Essa versão, no entanto, não deve chegar ao Brasil antes de 2028, segundo executivos da marca.

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